
Os riscos psicossociais passaram a ocupar um lugar central na gestão de pessoas, não apenas pelos impactos diretos na saúde mental dos trabalhadores, mas também pelas novas exigências legais trazidas pela NR-01. Para empresas de tecnologia, esse tema se torna ainda mais crítico diante de ambientes de alta pressão, exigência cognitiva elevada e ritmo de trabalho acelerado.
Este artigo apresenta um resumo executivo do estudo da Moodar sobre riscos psicossociais em empresas de tecnologia, com os principais aprendizados para decisores de RH que precisam alinhar conformidade legal, sustentabilidade organizacional e desempenho.
O aumento expressivo de afastamentos relacionados à saúde mental nos últimos anos revelou um problema estrutural nas organizações. Ambientes marcados por cobrança excessiva, demandas emocionais contínuas e baixa previsibilidade favorecem quadros de adoecimento, presenteísmo e queda de produtividade.
Com a atualização da Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01), o gerenciamento de riscos ocupacionais passou a incluir formalmente os riscos psicossociais, exigindo que as empresas adotem processos estruturados de identificação, avaliação e controle desses fatores até maio de 2026.
Para o RH, isso representa uma mudança de paradigma: sair de ações pontuais e reativas para uma atuação preventiva, orientada por dados.
A pesquisa analisou mapeamentos de riscos psicossociais realizados em empresas de tecnologia ao longo de 2025, utilizando o instrumento COPSOQ II e recortes por Grupos Homogêneos de Exposição (GHEs).

Os riscos mais recorrentes no setor foram:
Esses fatores apresentaram maior concentração nos níveis moderado e alto, indicando contextos de trabalho marcados por pressão contínua, alta demanda mental e envolvimento emocional intenso, características típicas de organizações de tecnologia.
A análise por GHEs (como Comercial, Desenvolvimento e Produto, Suporte e Operações) mostrou que, embora os riscos centrais se repitam, eles se combinam com fatores específicos em cada área, como:
Isso reforça que os riscos psicossociais não são homogêneos e exigem estratégias de gestão ajustadas à realidade de cada grupo.

Os dados do estudo mostram que os riscos psicossociais têm caráter sistêmico e interdependente. Eles não decorrem de eventos isolados, mas da interação entre organização do trabalho, liderança, cultura e relações profissionais.
Nesse cenário, o RH tem papel central na implementação de medidas como:
Além de atender às exigências da NR-01, essas ações contribuem para reduzir afastamentos, melhorar o engajamento e fortalecer a sustentabilidade organizacional.
Mais do que uma exigência legal, a avaliação contínua dos riscos psicossociais permite ao RH antecipar vulnerabilidades, priorizar investimentos e embasar decisões estratégicas com evidências concretas.
A utilização de dados psicossociais como instrumento de gestão fortalece o posicionamento do RH como área estratégica, conectando saúde mental no trabalho, desempenho e longevidade do negócio.
Este artigo apresenta apenas um resumo dos achados.
O relatório completo da Moodar aprofunda a análise com dados detalhados, gráficos por área, recortes por GHE e recomendações práticas para o RH.
👉 Baixe gratuitamente o relatório completo sobre riscos psicossociais e NR-01 e prepare sua empresa.