NR-1: checklist do que sua empresa precisa fazer antes de 26 de maio de 2026

Escrito por: Equipe de Pesquisa e Desenvolvimento Moodar

NR-1: checklist do que sua empresa precisa fazer antes de 26 de maio de 2026

Em 26 de maio de 2026, a fiscalização da NR-1 passa de orientativa para punitiva. Sem possibilidade de novo adiamento, confirmado pela Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) em março de 2026. Empresas que não estiverem com o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) atualizado para incluir os riscos psicossociais estão sujeitas a multas de R$ 6.708,08 por trabalhador exposto, além de interdições e responsabilidade civil em ações trabalhistas por adoecimento mental.

O problema é que apenas 18% dos profissionais de RH entendem o que a norma realmente exige na prática, segundo levantamento da Exame. A maioria sabe que a norma existe. O que não sabe é o que separa conformidade de uma aparente conformidade.

Este checklist mostra exatamente o que o fiscal vai verificar e o que sua empresa precisa ter documentado antes de 26 de maio.

O que muda em 26 de maio de 2026

A Portaria MTE nº 1.419/2024 atualizou o capítulo 1.5 da NR-1, incluindo expressamente os Fatores de Risco Psicossocial Relacionados ao Trabalho (FRPRT) no inventário de riscos ocupacionais do PGR. A partir de 26 de maio, esses fatores têm o mesmo peso legal que riscos físicos, químicos e biológicos.

Os fatores psicossociais que precisam ser identificados incluem: sobrecarga de trabalho, metas inalcançáveis, assédio moral e sexual, falta de apoio da liderança, ambiguidade de funções, jornadas excessivas, pressão psicológica crônica, isolamento e desequilíbrio entre esforço e recompensa.

O que o fiscal vai querer ver não é uma declaração de intenções, mas um processo documentado, com metodologia identificável, resultados por área e plano de ação com responsável e prazo.

O erro mais comum (e o que não funciona)

O erro que mais aparece nas empresas que acreditam estar preparadas é este: aplicaram um questionário de clima organizacional e consideraram isso suficiente.

Não é.

O fiscal não quer saber se você fez uma palestra no Setembro Amarelo. Ele quer ver o plano de ação para mitigar os riscos psicossociais mapeados no inventário. Um questionário sem metodologia documentada, sem análise por área e sem plano de ação vinculado, não atende às exigências da norma e não resiste a uma fiscalização.

O que diferencia conformidade real de conformidade aparente é a cadeia completa: diagnóstico com metodologia válida > inventário de riscos por área > classificação de criticidade > plano de ação documentado > monitoramento contínuo.

Checklist completo — o que sua empresa precisa ter em 26 de maio

Bloco 1 — Diagnóstico de riscos psicossociais

  • [  ] Metodologia de diagnóstico definida e documentada. A empresa precisa ter escolhido um instrumento válido para identificar os FRPRT, como o COPSOQ II (Copenhagen Psychosocial Questionnaire), validado para estudos populacionais, ou outra ferramenta com base científica documentada. Questionários internos sem validação formal não atendem ao requisito de metodologia auditável.

  • [  ] Diagnóstico aplicado a todos os colaboradores CLT. A norma não prevê exceções por porte de empresa ou número de funcionários. O diagnóstico precisa cobrir todos os trabalhadores, incluindo equipes remotas, híbridas e em diferentes unidades.

  • [  ] Anonimato garantido tecnicamente. Respostas individuais não podem ser identificáveis. A garantia de anonimato precisa ser real e não apenas declarada, para que os dados reflitam a percepção honesta dos colaboradores.

  • [  ] Resultados desagregados por área ou setor. Um resultado médio geral da empresa não atende. O inventário precisa mostrar os riscos identificados por área, função ou nível hierárquico, porque os riscos variam significativamente entre departamentos.

  • [  ] Data de realização do diagnóstico registrada. O documento precisa ser datado e assinado pelos responsáveis, demonstrando que foi realizado dentro do prazo de adequação.

Bloco 2 — Inventário de riscos psicossociais no PGR

  • [  ] Seção específica de FRPRT incluída no PGR. O PGR existente não precisa ser descartado, mas precisa ser revisado para incluir uma seção dedicada aos riscos psicossociais, com a mesma estrutura usada para outros riscos ocupacionais.

  • [  ] Fatores de risco identificados por área. Para cada área ou função, listar os fatores psicossociais identificados no diagnóstico: sobrecarga, pressão excessiva, relações interpessoais conflituosas, falta de autonomia, comunicação inadequada, liderança autoritária, etc.

  • [  ] Classificação de criticidade para cada fator. Cada risco identificado precisa ser classificado como baixo, médio ou alto, com base nos dados do diagnóstico. A criticidade determina a urgência das medidas de controle.

  • [  ] Fontes de evidência documentadas. O inventário precisa registrar de onde vêm os dados que sustentam cada risco identificado: qual instrumento foi aplicado, quando, com qual taxa de adesão.

  • [  ] Revisão do PGR registrada com data e assinatura. A atualização do PGR para incluir os FRPRT deve ser formalmente registrada com data e assinatura dos responsáveis técnicos (profissional de SST e/ou psicólogo organizacional).

Bloco 3 — Plano de ação

  • [  ] Plano de ação específico para cada fator em zona crítica ou de atenção. Para cada risco psicossocial identificado com criticidade média ou alta, deve existir uma medida de controle documentada. Medidas genéricas como "promover bem-estar" não são aceitáveis. A medida precisa ser específica, mensurável e endereçar o fator identificado.

  • [  ] Responsável definido para cada ação. Cada medida do plano precisa ter um responsável nomeado, não apenas um setor ou área.

  • [  ] Prazo definido para implementação. Cada ação precisa ter prazo para ser executada. Ações sem prazo não demonstram gestão ativa do risco.

  • [  ] Hierarquia de controle respeitada. A NR-1 segue a hierarquia de controles: eliminação do risco > substituição > controles de engenharia > controles administrativos > equipamentos de proteção. Para riscos psicossociais, os controles administrativos são os mais aplicáveis: mudanças em processos, lideranças, fluxos de trabalho e canais de comunicação.

Bloco 4 — Monitoramento contínuo

  • [  ] Cronograma de reavaliação definido. A NR-1 exige monitoramento contínuo e não uma avaliação pontual. O PGR precisa indicar com que periodicidade os riscos psicossociais serão reavaliados (semestral ou anual são os padrões mais aceitos).

  • [  ] Mecanismo de monitoramento definido. Como a empresa vai acompanhar se os riscos estão sendo gerenciados? Indicadores como absenteísmo por CID F, taxa de turnover voluntário por área e resultado de pesquisas periódicas de clima são os mais utilizados.

  • [  ] Canal de escuta ou denúncia disponível e documentado. A norma valoriza a existência de canais que permitam aos colaboradores reportar situações de risco psicossocial de forma anônima e segura.

Bloco 5 — Documentação de suporte

  • [  ] Profissional habilitado envolvido no processo. A avaliação de riscos psicossociais para fins de NGR deve envolver profissional de SST (engenheiro ou técnico de segurança do trabalho, médico do trabalho) ou psicólogo organizacional. A responsabilidade técnica precisa estar documentada.

  • [  ] CIPA informada sobre os riscos psicossociais identificados. A CIPA tem papel ativo na NR-1. Os membros precisam ser informados sobre os riscos mapeados e envolvidos nas ações de controle.

  • [  ] Evidências de comunicação aos trabalhadores. A norma exige que os trabalhadores sejam informados sobre os riscos identificados e as medidas de controle adotadas. Registros dessa comunicação (e-mails, atas de reunião, registros de treinamento) compõem a evidência de conformidade.

O que o Ministério Público do Trabalho já está verificando, independente do prazo

O MPT não está vinculado ao cronograma de adequação da Inspeção do Trabalho e já considera os fatores psicossociais em suas investigações, com base na Constituição Federal, na CLT e nas normas regulamentadoras já vigentes.

Isso significa que empresas em setores de alta incidência de adoecimento mental, como teleatendimento, saúde, setor bancário e TI, já estão sujeitas a investigações independentemente do prazo de maio. E que estruturar o PGR com rigor não é apenas sobre evitar multas administrativas: é sobre reduzir o passivo trabalhista que cresce à medida que os trabalhadores ficam mais informados sobre seus direitos.

Como a Moodar apoia sua empresa na adequação às exigências da NR-1

A Moodar aplica a COPSOQ II e conta com uma plataforma de adequação completa para as empresas parceiras.

Metodologia validada para estudos populacionais. A ferramenta de triagem utilizada tem base científica documentada, o que atende ao requisito de metodologia auditável que os fiscais e o MPT verificam.

Anonimato técnico garantido. A aplicação é feita por plataforma terceira, sem acesso da empresa às respostas individuais, o que garante que os dados reflitam a percepção real dos colaboradores, não o que eles acreditam ser seguro dizer.

Recorrência que demonstra monitoramento contínuo. A aplicação periódica das pesquisas gera o histórico de monitoramento que a norma exige e que distingue uma gestão estrutural de uma avaliação pontual para fins de relatório.

Plano de ação orientado pelos dados. Os resultados orientam diretamente quais fatores precisam de intervenção, em quais áreas e com qual urgência, fechando o ciclo que a NR-1 exige: diagnóstico > inventário > plano de ação > monitoramento.

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Quanto tempo leva para adequar o PGR?

Esse é o dado que mais surpreende os gestores que chegam tarde: a adequação completa (diagnóstico, inventário, plano de ação e documentação) leva em média 4 semanas em uma empresa de médio porte, quando conduzida com organização e ferramenta adequada.

Empresas que deixarem para a última semana de maio vão apresentar documentação incompleta ou genérica, que não resiste a uma fiscalização mais atenta e que não cumpre o objetivo real da norma, que é criar ambientes de trabalho menos adoecedores.

O checklist acima cobre os cinco blocos essenciais. Use-o como guia de diagnóstico interno: cada item não marcado é um ponto de vulnerabilidade que precisa ser endereçado antes de 26 de maio.

A Moodar conduz o diagnóstico de riscos psicossociais com metodologia validada e entrega os dados estruturados que fundamentam o PGR. O processo pode ser iniciado esta semana. Fale com nosso time agora, faltam poucos dias.

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