
A atualização da NR-01 e a inclusão explícita dos riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) colocaram o RH no centro de uma responsabilidade estratégica: garantir que o mapeamento desses riscos seja tecnicamente válido, documentado e defensável.
Diante disso, surge uma dúvida comum entre gestores de RH: Qual metodologia de mapeamento do risco psicossocial a NR-01 aceita?
COPSOQ II, JSS, ISO 45003, ERI, MBI, HSE… todas aparecem em discussões, propostas comerciais e relatórios. Mas nem todas cumprem o mesmo papel, e nem todas atendem às exigências da NR-01.
Este artigo esclarece, de forma objetiva e técnica, o que cada metodologia faz, suas limitações e qual delas realmente sustenta um mapeamento de risco psicossocial conforme a NR-01.
Antes de comparar metodologias, é fundamental entender o critério regulatório.
A NR-01 não determina um questionário específico, mas exige que os riscos psicossociais:
Ou seja: pesquisa de clima, engajamento ou bem-estar não é sinônimo de gestão de risco ocupacional.

O COPSOQ II (Copenhagen Psychosocial Questionnaire) é hoje a metodologia mais aderente aos requisitos da NR-01 para o mapeamento do risco psicossocial.
Na prática, o COPSOQ II transforma fatores psicossociais em risco ocupacional mensurável, exatamente como exige o GRO.
A sigla JSS costuma gerar confusão e esse é um ponto crítico para a credibilidade do mapeamento.
Limitação frente à NR-01: Não é instrumento de mapeamento de risco psicossocial. Não classifica risco, não gera inventário técnico e não atende ao GRO.
Limitação frente à NR-01: Apesar da relevância teórica, avalia apenas um eixo do risco psicossocial. Sozinha, não cobre a complexidade exigida pela NR-01.
A ISO 45003 é uma norma internacional que oferece diretrizes para gestão de riscos psicossociais, alinhada à ISO 45001.
Ela:
Limitação frente à NR-01: A ISO 45003 não é um instrumento de avaliação. Ela não mede, não classifica e não gera inventário de risco. Precisa ser combinada com uma metodologia quantitativa robusta, como o COPSOQ II.
Avalia o desequilíbrio entre esforço investido e recompensas recebidas, como:
Limitação: Foca em um eixo específico do risco psicossocial. É complementar, mas não suficiente para atender à NR-01.
Modelo do Health and Safety Executive, que avalia:
Limitação: Funciona como framework de gestão, mas não como metodologia completa de classificação de risco no modelo do GRO brasileiro.
Questionário:
Limitação: Não foi desenvolvido para integração direta com a NR-01 e o Inventário de Riscos.
Ferramenta utilizada na avaliação de riscos psicossociais, especialmente em contextos organizacionais e acadêmicos.
Limitação: Não substitui um processo estruturado de gestão de riscos psicossociais conforme o GRO.
Instrumento focado na mensuração de burnout, avaliando:
Limitação crítica: O burnout é consequência, não causa. O MBI mede o adoecimento, não os fatores de risco do trabalho, e portanto não atende à NR-01.
Ponto-chave: Essas abordagens enriquecem o diagnóstico, mas não substituem um mapeamento quantitativo estruturado, exigido pela NR-01.

A resposta técnica é clara:
A NR-01 aceita metodologias que permitam identificar, avaliar, classificar e gerir riscos psicossociais de forma estruturada. Na prática, o COPSOQ II é a metodologia mais completa, defensável e alinhada à NR-01 para esse objetivo.
As demais podem ser complementares e usadas em conjunto.
Na Moodar, o mapeamento do risco psicossocial é conduzido com rigor técnico e visão estratégica, tendo o COPSOQ II como eixo central, aliado a análises qualitativas quando necessário.
O processo inclui:
Isso garante segurança para o RH, conformidade legal para a empresa e decisões baseadas em ciência, não em achismos.
Se a sua empresa precisa atender à NR-01 com seriedade, o mapeamento do risco psicossocial não pode ser superficial.
A Moodar conduz o processo com metodologia validada, clareza técnica e total aderência ao GRO.