
A tabela 23 do eSocial deixou de ser oficialmente utilizada para o envio de eventos no layout atual, mas continua sendo uma das ferramentas mais pesquisadas por profissionais de DP, SST e RH.
A dúvida é legítima e reflete uma dor operacional do mercado: se ela não é mais usada para preencher o XML, por que ainda aparece em auditorias, configurações de software e diagnósticos técnicos? E, mais importante: ela pode ou não ser usada como referência em 2026?
A resposta curta é: para envio, não. Para metodologia e gestão, sim.
Este artigo explica como utilizar a lógica dessa tabela para resolver problemas atuais, especialmente sobre códigos riscos psicossociais eSocial e ergonômicos, sem cometer erros no envio do S-2240.
A Tabela 23 era a "Tabela de Fatores de Risco do Meio Ambiente do Trabalho". Até a simplificação do sistema, ela reunia códigos padronizados para classificar uma ampla gama de exposições, incluindo:
Esses códigos eram utilizados para indicar a exposição do trabalhador a fatores de risco no evento S-2240. Na prática, a tabela 23 eSocial funcionava como um grande mapa que integrava o PGR (trabalhista) com o eSocial (previdenciário), oferecendo um vocabulário comum para descrever a realidade das empresas.
Mesmo com a migração para a Tabela 24 (Agentes Nocivos), a versão antiga segue sendo buscada. O termo "tabela 23 eSocial atualizada" é comum porque os profissionais sentem falta de códigos específicos para riscos que não geram aposentadoria especial, mas que existem no dia a dia.
Os três motivos principais para essa busca recorrente são:
Aqui está o ponto crítico que gera erro operacional. Entender essa diferença evita passivos:

Onde está o perigo? Ao procurar riscos psicossociais eSocial na Tabela 24, você encontrará pouquíssimas opções, pois, via de regra, eles não ensejam aposentadoria especial. O erro é achar que, porque o código não existe na tabela 24, o risco não existe na empresa.
A Tabela 23 não deve ser usada para o envio do XML (o sistema retornará erro), mas pode (e deve) ser usada como referência técnica interna para organizar o PGR.
Ela é útil para:
Mas atenção à regra de ouro: nunca use um código da Tabela 23 para preencher o campo codAgNoc do evento S-2240. Para o envio, deve-se usar estritamente a Tabela 24.
O erro de usar “ausência de risco” de forma automática
Este é um dos maiores riscos ocultos na gestão atual. Muitas empresas selecionam o código de "ausência de risco" no eSocial simplesmente porque não encontraram um correspondente para o risco ergonômico ou psicossocial na Tabela 24.
Isso é um equívoco técnico. A ausência de código na tabela do governo não significa ausência de risco no ambiente de trabalho. A obrigatoriedade da NR-1 exige que a empresa gerencie todos os riscos ocupacionais, independentemente de terem ou não código para aposentadoria especial.
Informar "ausência de risco" quando o PGR aponta a existência de fatores psicossociais pode criar uma prova contra a própria empresa em caso de reclamatória trabalhista.

Para navegar em 2026 com segurança jurídica, a coerência entre o que está na gaveta (PGR/Laudos) e o que foi enviado ao governo (eSocial) é vital.
Ao usar a tabela 23 eSocial como mapa mental para o PGR e a Tabela 24 para o envio, você garante uma gestão completa.
Gerenciar manualmente essa "tradução" entre a realidade dos riscos psicossociais e as exigências formais da documentação é complexo e sujeito a subjetividade. É aqui que a tecnologia se torna essencial para blindar a empresa.
O módulo de Gestão de Riscos Psicossociais da Moodar foi desenhado especificamente para resolver esse gargalo operacional, garantindo conformidade sem depender de tabelas obsoletas:
Em vez de tentar adaptar códigos antigos da Tabela 23, você utiliza uma ferramenta que estrutura o risco psicossocial da forma exata que a legislação trabalhista atual exige.
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