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Você abriu o app, foi escolher um psicólogo e apareceu uma lista de nomes que parecem prova de vestibular: cognitivo comportamental, psicanálise, gestalt, fenomenológica, analítica junguiana.
Se você travou nessa tela, você não é o único. Essa é uma das dúvidas mais comuns de quem vai fazer terapia pela primeira vez.
A boa notícia é que isso é mais simples do que parece, e a decisão é bem menos definitiva do que você está imaginando.
Abordagem é o método de trabalho do psicólogo. É a forma como ele entende o que acontece com as pessoas e como ele conduz a conversa dentro da sessão.
Todos os profissionais são formados em psicologia e têm registro no Conselho Regional de Psicologia. O que muda é o caminho que cada um percorre com você.
Uma comparação que ajuda: imagine que você quer melhorar sua redação. Um professor foca em estrutura e repertório. Outro foca em leitura e escrita livre. Outro foca em correção de erros específicos. Os três podem funcionar. O que muda é o percurso e o que combina mais com o seu jeito.
Trabalha a relação entre o que você pensa, o que você sente e o que você faz. As sessões costumam ser mais estruturadas, com exercícios e às vezes tarefas entre um encontro e outro.
Costuma agradar quem gosta de um caminho mais objetivo e prático.
Investiga o que está por trás do que aparece na superfície: histórias antigas, repetições, coisas que você faz sem entender bem por quê. É um trabalho de mais longo prazo, construído aos poucos.
Costuma agradar quem tem curiosidade sobre a própria história e não está buscando resposta rápida.
Parte da psicanálise, mas dá peso a símbolos, sonhos e imagens. Trabalha a ideia de integrar partes diferentes de quem você é.
Costuma agradar quem tem um lado criativo forte e gosta de pensar em imagens e metáforas.
Parte do princípio de que a pessoa tem os recursos para se desenvolver e que o papel do psicólogo é criar as condições para isso aparecer. O foco é o seu potencial, não o seu defeito.
Costuma agradar quem quer um espaço mais aberto e menos direcionado.
Uma vertente do humanismo. O psicólogo escuta sem julgamento e sem tentar te empurrar para um lugar. Quem conduz o assunto é você.
Costuma agradar quem precisa antes de tudo de um espaço seguro para falar.
Usa a dramatização. Em vez de só contar uma situação, você às vezes encena, troca de papel, experimenta outra perspectiva.
Costuma agradar quem se expressa melhor fazendo do que explicando.
Foca no aqui e agora. O que você está sentindo neste momento, no seu corpo, nesta conversa. Trabalha corpo e mente como uma coisa só.
Costuma agradar quem quer entender melhor o que sente na hora em que sente.
Investiga como você percebe e interpreta o que acontece com você. Menos o que aconteceu e mais o que isso significou para você.
Costuma agradar quem gosta de pensar sobre a própria experiência.
Olha para as suas relações e para os papéis que você assume nelas. Trabalha com a ideia de que a gente alterna entre posições diferentes ao se comunicar.
Costuma agradar quem tem questões ligadas a conflito, comunicação e relações.
Entende que você não existe isolado. Família, amigos, escola e cursinho fazem parte do quadro. Trabalha a pessoa dentro do sistema em que ela vive.
Costuma agradar quem sente que boa parte da pressão vem do ambiente ao redor.
Foca no comportamento e no que o mantém. Que situações disparam o quê, o que reforça um hábito, como construir outros.
Costuma agradar quem quer trabalhar rotina, hábitos e organização.
Trabalha as perguntas grandes: sentido, liberdade, escolha, responsabilidade. Faz sentido especial para quem está numa fase de decidir caminhos.
Costuma agradar quem está atravessando uma encruzilhada e não sabe bem para onde vai.
Esse é o ponto mais importante deste texto.
Não existe abordagem certa e abordagem errada. Existe a que combina com você, e a única forma real de descobrir isso é conversando.
Muita gente escolhe pelo perfil do psicólogo antes de escolher pela abordagem, e isso não é errado. A relação que você constrói com o profissional pesa tanto quanto o método. Se você leu o perfil de alguém e sentiu que faria sentido conversar com aquela pessoa, isso já é um bom critério.
E se depois de algumas sessões você sentir que não está funcionando, você pode conversar sobre isso. Terapia não é um contrato que te prende a uma escolha inicial.
No app da Moodar você consegue filtrar os psicólogos por abordagem, por especialidade e por faixa etária atendida. Dá para combinar os filtros e ver o perfil completo de cada profissional antes de decidir.
Se você não faz ideia de por onde começar, uma sugestão: não filtre por abordagem na primeira vez. Leia alguns perfis, veja quem parece fazer sentido para você e comece por aí.
Se você estiver passando por um momento difícil e precisar conversar agora, o CVV atende 24 horas, de graça, pelo telefone 188, ou pelo site cvv.org.br.