Março no RH: Como transformar o Dia da Mulher em ações reais

Escrito por: Equipe de Pesquisa e Desenvolvimento Moodar

O Dia Internacional da Mulher (8 de março) não é (e nunca foi) uma simples data comemorativa. Ele é um marco histórico de luta por direitos, equidade e dignidade no trabalho e na sociedade.

Para o RH, o mês de março representa uma oportunidade estratégica de ação concreta. Em um cenário de exigências crescentes de cuidado psicossocial (NR-1) e novas leis de igualdade salarial, as empresas precisam ir além dos brindes e investir em políticas que gerem impacto real na vida das colaboradoras.

Neste artigo, reunimos ações práticas que o RH pode implementar, combinando iniciativas institucionais, conscientização de gênero e o uso estratégico de tecnologia.

Por que março exige mais do que homenagens?

Antes de planejar as ações, é preciso encarar a realidade do mercado. De acordo com diversos indicadores de saúde mental e carreira, as mulheres ainda enfrentam desafios específicos no ambiente corporativo:

  • Sobrecarga emocional e cognitiva: O acúmulo de funções e a "jornada invisível".
  • Barreiras na progressão de carreira: Menor acesso a cargos de alta liderança.
  • Insegurança psicológica: Ambientes que não favorecem a fala ou onde o assédio ainda é um risco.
  • Conflito vida-trabalho: Dificuldade em conciliar a maternidade e as exigências profissionais.

Apostar apenas em ações simbólicas (como flores ou mensagens genéricas) diante desses problemas pode gerar o efeito oposto: desconexão, cinismo organizacional e perda de confiança na marca empregadora.

05 Ações estratégicas de RH para o Dia da Mulher

1. Criar espaços seguros de escuta e diagnóstico

Março é o momento ideal para ouvir o que as mulheres da sua organização têm a dizer de forma estruturada.

  • Pesquisas anônimas: Foque em indicadores de segurança psicológica, percepção de equidade e exigências emocionais.
  • Rodas de conversa mediadas: Utilize profissionais qualificados para facilitar debates sobre carreira, saúde mental e desafios internos.
  • Grupos focais: Segmente a escuta entre lideranças, mães e mulheres em início de carreira para entender as dores de cada grupo.

O objetivo aqui é claro: gerar dados reais para orientar as decisões do RH ao longo de todo o ano.

2. Uso de tecnologia e dados com a plataforma Moodar

A tecnologia é a maior aliada do RH que busca uma gestão baseada em evidências. A Moodar apoia as empresas na transição de uma cultura reativa para uma cultura preventiva.

Como apoiar o RH através de dados:

  • Mapeamento de riscos psicossociais: Identificação de fatores de risco com recorte de gênero.
  • Monitoramento contínuo: Sair da percepção subjetiva e atuar com base em ciência para fundamentar programas de diversidade e inclusão.

3. Capacitação de lideranças e combate aos vieses

A equidade não se constrói apenas "empoderando" mulheres, mas educando quem detém o poder de decisão: as lideranças.

  • Treinamentos sobre Viés Inconsciente: Como as percepções automáticas afetam contratações e promoções.
  • Liderança Inclusiva: Workshop prático para gestores (homens e mulheres) sobre segurança psicológica e comunicação não violenta.

Impacto: Ambientes liderados por pessoas conscientes são menos adoecedores e retêm talentos femininos por mais tempo.

Conheça todas as ações da plataforma Moodar para o tema

4. Revisão de políticas internas e Compliance

O RH deve aproveitar março como um checkpoint de conformidade e justiça organizacional.

  • Lei da Igualdade Salarial: Revisar a transparência e os critérios de remuneração para garantir conformidade com a legislação vigente (Lei nº 14.611/2023).
  • Canais de Denúncia: Verificar se os canais de assédio são conhecidos e se as mulheres se sentem seguras para utilizá-los.
  • Flexibilidade: Analisar se as políticas de licença parental e jornadas flexíveis atendem às necessidades reais das colaboradoras.

5. Comunicação com responsabilidade social

A comunicação de março precisa ser educativa, não promocional.

  • Conteúdo Educativo: Explicar o significado histórico do 8 de março e trazer dados atuais sobre a mulher no mercado de trabalho.
  • Visibilidade Real: Dar voz às mulheres da organização (com consentimento) para que compartilhem suas trajetórias e conquistas.

Evite estereótipos: Campanhas que "romantizam" a sobrecarga (ex: "mulher maravilha") costumam ser mal recebidas por quem está exausta.

O que evitar no Dia da Mulher

  • Brindes sem propósito ou contexto.
  • Mensagens de "parabéns" que ignoram os desafios de equidade.
  • Ações isoladas que não se conectam com o restante do ano.
  • Campanhas de marketing que não refletem a realidade interna da empresa.

Março como ponto de partida, não de chegada

O Dia da Mulher não deve ser um evento pontual, mas um gatilho para mudanças estruturais. Empresas que tratam este mês com seriedade fortalecem sua cultura, aumentam a confiança das colaboradoras e reduzem os riscos psicossociais.

Quer transformar março em ação concreta na sua empresa? O RH pode usar dados, ciência e tecnologia para promover ambientes mais justos, seguros e saudáveis.

👉 Conheça como a Moodar apoia o RH na construção de ambientes psicologicamente seguros e em conformidade com a NR-1.

Dica para o RH:

Se você gostou deste roteiro, que tal começarmos o mapeamento de saúde mental na sua empresa hoje mesmo? Conheça as diversas pesquisas disponíveis na Moodar. Agende uma demonstração aqui.

Agende uma Demo

Outros conteúdos:

Burnout no Trabalho: como riscos psicossociais aumentam FAP, NTEP e os custos da empresa

Burnout no Trabalho: como riscos psicossociais aumentam FAP, NTEP e os custos da empresa

O custo invisível de não fazer a adequação à NR-1 direito

O custo invisível de não fazer a adequação à NR-1 direito

Janeiro Branco 2026: um novo olhar para a saúde mental nas organizações e o papel da NR-1

Janeiro Branco 2026: um novo olhar para a saúde mental nas organizações e o papel da NR-1