Relatório de Segurança Psicológica 2026

O risco emocional caiu em 2026. O burnout não.

A zona de risco do termômetro, que reúne as pessoas em riscos moderados e severos, ficou em 20% da força de trabalho em 2026. Em 2025 era 27%. São 7 pontos percentuais de queda, quase um quarto do indicador.

Ao mesmo tempo, 15,93% dos trabalhadores estão em burnout crítico e 40,23% em nível intermediário. Somados, 56,16% da força de trabalho está acima do nível favorável.

O risco não desapareceu, só mudou de forma. Menos visível nos picos de crise, mais persistente no dia a dia das equipes. Estratégias desenhadas para emergência não alcançam desgaste contínuo.

29.183
respostas anônimas de colaboradores
78
empresas participantes
395
unidades avaliadas
19
fatores psicossociais analisados
relatório segurança psicologica 2026 Moodar
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Onde o risco emocional está concentrado

A média nacional esconde diferenças grandes. O setor de Saúde aparece cerca de 15 pontos percentuais à frente do segundo colocado, e dentro das empresas as áreas de contato direto com cliente e com conflito concentram os maiores índices.

Por setor de mercado

SetorRisco emocional
Saúde, Medicina e Indústria Farmacêutica35,80%
Consultoria20,6%
Indústria20,14%

Por área da empresa

ÁreaRisco emocional
Suporte30,8%
Jurídico29%
Comercial e Vendas25%
Engenharia21%
Sucesso do Cliente20,7%

Mais do que um número único para a empresa, esses dados reforçam a importância de ações direcionadas por grupo homogêneo de exposição dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos.

Os fatores de maior risco em 2026

A pesquisa avaliou 19 fatores psicossociais e os ordenou por nível de risco. O topo do ranking é dominado pelas exigências e pela intensidade do trabalho, carga cognitiva, carga emocional e ritmo, ao lado da insegurança quanto à continuidade do emprego e da baixa influência sobre as próprias tarefas.

PosiçãoFatorZona de risco
1Exigências cognitivasCrítica
2Insegurança laboralIntermediária
3Exigências emocionaisIntermediária
4Ritmo de trabalhoIntermediária
5Influência no trabalhoIntermediária

Esses fatores conversam com o resto da pesquisa. Exigências cognitivas e emocionais elevadas ajudam a explicar o avanço do burnout crônico. Na prática, as ações de maior impacto são as que reduzem a sobrecarga cognitiva e emocional, ajustam o ritmo e ampliam a autonomia.

Por que 19 fatores e não 13

Uma dúvida comum entre profissionais de RH e de segurança do trabalho: por que algumas referências falam em 13 fatores de riscos psicossociais e este relatório apresenta 19?

A diferença está na versão do instrumento aplicado. O COPSOQ II, questionário de referência internacional para avaliação de fatores psicossociais, existe em versões curta, média e longa, com números diferentes de dimensões avaliadas. A NR-01 não determina quantos fatores devem ser medidos nem qual ferramenta usar. Ela exige que os riscos psicossociais sejam identificados, avaliados e controlados, e que os critérios adotados sejam documentados.

Este relatório usa a versão do COPSOQ II aplicada pela Moodar, com 19 fatores. Um número maior de dimensões entrega leitura mais granular por grupo homogêneo de exposição, o que facilita transformar o resultado em plano de ação. O ponto de atenção é outro: qualquer que seja o instrumento, o que sustenta a gestão é a série histórica. Uma medição única descreve um momento. Duas medições com uma ação entre elas demonstram efeito.

O que esses dados exigem das empresas

Os achados de 2026 se inserem em um contexto que tirou a saúde mental do campo do bem-estar e a colocou no campo da gestão documentada. A NR-01 inclui os fatores de risco psicossocial no gerenciamento de riscos ocupacionais. Isso significa identificar, avaliar e controlar esses riscos, registrar os critérios adotados no inventário de riscos do PGR e demonstrar a eficácia das medidas adotadas.

No campo epidemiológico, os números reforçam a materialidade do tema. Os afastamentos por transtornos mentais chegaram a 472.328 casos em 2024, aumento de 68% em relação a 2023, segundo dados do INSS. Em 2025 foram 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais, o quinto ano consecutivo de crescimento. O burnout é reconhecido como fenômeno ocupacional na CID-11, código QD85, e integra a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho.

A leitura prática é direta: risco psicossocial não se resolve com documento, se resolve com série histórica. É preciso uma medição, uma ação e uma segunda medição depois da ação para demonstrar que algo mudou. Esse ciclo leva de seis a doze meses, o que torna o início da medição a decisão mais urgente, independentemente do calendário regulatório.

Compare a sua empresa com a curva do mercado

O relatório mostra a média do mercado brasileiro. O que ele não mostra é onde a sua empresa está dentro dessa curva. Em 30 minutos, nosso time compara os seus indicadores com os dados do relatório e aponta os fatores que exigem ação no seu PGR.

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Edições anteriores

A série histórica é o que permite ler tendência em vez de foto. Consulte as edições anteriores e a base completa de dados de 2023 a 2026.

capa relatorio segurança psicologica 2025
Relatório 2025
capa relatorio segurança psicologica 2024
Relatório 2024
capa relatorio segurança psicologica 2023
Relatório 2023
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